segunda-feira, 23 de junho de 2008

FALTA A CEREJA


Sábado confesso ter ido ao estádio temendo o primeiro escorregão vilanovense dentro de casa. Além dos desfalques de Alex Oliveira e Guilherme, a lateral-esquerda teria um estreante com apenas 22 anos e três dias de casa. Isso fora a força do adversário, que bem montado pelo ex-goleiro e atual técnico Zetti, carrega consigo a obrigação de voltar a divisão de elite, lugar onde se acostumara a ficar, até os tropeços da ultima temporada.

Os 15 minutos iniciais deram pinta de que Fernandinho e Juventude é que complicariam. O primeiro logo se redimiu. Com bastante disposição chamou para si o jogo, mandou bola no travessão, e só não se destacou mais porque do lado direito existe um tal Osmar que é brincadeira!

O Juventude tem lá seus méritos. Com uma fortíssima marcação, ajudou o Vila Nova a não chegar com perigo ao ataque. Mas determinante mesmo, foi a má atuação dos homens de vermelho responsáveis por essa incumbência: os senhores Caíco e Reinaldo.

Desde que chegaram, muito pouco fizeram. Justamente por isso, faz falta o velho e bom Alex. Por sorte, no banco de reservas sentava um tal Amaral. E bastou ele entrar na partida para provar que o erro estava mesmo na armação.

Com muita movimentação, o estreante da vez (aliás demorou a integrar o time principal, pois há muito vinha fazendo a diferença nos treinamentos) quase mudou a história do jogo. Só ficou no quase porque a chave para essa vitória era marcar mais de um gol.

Dos seis jogos que o Juventude havia feito até aqui, em todos marcou gol. Contudo, somente em um a equipe teve o mérito de balançar a rede mais de uma vez. Por isso, dois tentos eram quase sinônimo de vitória, enquanto somente um resultaria, no mínimo, em empate e, no máximo, em derrota.

Se não foi por querer, foi por incompetência. O mínimo não é suficiente para um time que objetiva a Série A. Por isso, não resta ao Vila outra coisa, senão fazer a diferença. E o que é fazer a diferença? É investir em uma bola parada (assim saiu o gol deste sábado), em jogadas ensaiadas (são elas que embaralham um adversário competente na marcação) e, é claro, em um grande talento individual que há tempos não se vê na Toca.

O Túlio é um fenômeno? Sem duvidas! Mas se a bola não chega nele, é quase um a menos em campo. Por isso, falta aquele cara para ajudar o goleador colorado (que como ninguém se posiciona dentro d’área) e, é claro, fazer o que só um verdadeiro craque faz: a função de todos os outros em uma única jogada.

Isso é decidir, isso é o que falta!

4 comentários:

Vinícius disse...

pelos melhores momentos deu pra perceber que foi um jogo muito disputado... mas o wando não ajuuuda...
enfim...
ta faltando a cereja mesmo...

e é de se impressionar, pq no papel, reinaldo e caíco são as grandes estrelas do vila, mas como na teoria oq importa mesmo é a prática...

beijos

Marcelo Silva disse...

FORÇA TIGRÃOOO!!!

agora é recuperar esses pontos fora de casa...

abraços monara

Roberto Rezende disse...

Realmente está faltando um algo mais...

ótimo texto monara.

Marcos Paulo disse...

desse jeito o vila não vai subir nunca!!!

tem que pensar como time grande!!!